O lugar do meu amigo

“Como é bom ter um amigo para inventar brincadeiras, conversar ou mesmo ficar em silêncio olhando o mar! Os dois amigos dessa história se encontravam na praia todos os dias – um, vinha correndo de bicicleta, o outro vinha sem pressa, apoiando-se numa bengala. Lá, entre o vai e vem das ondas, viagens para terras distantes, carrinhos e picolés, o tempo foi passando. Foi passando, trazendo muitas perguntas, descobertas e sonhos. Na prosa poética da autora Marcia Cristina Silva, imagens textuais belíssimas contam a história de duas pessoas um tanto diferentes, de uma família e seus desacertos, de lembranças e aprendizados, de sonhos e vida. Catarina Bessell põe as cores do mar nas ilustrações e, com seus traços e colagens, traduz o frescor e a vivacidade das personagens com grande sensibilidade.”

Super-Ulisses

Albertina ama ler. Ama, especialmente, os seus livros. Seus 244 livros, nem um a mais, nem um a menos. Certo dia, no entanto, as obras somem do seu quarto. O que teria acontecido? Furiosa, ela descobriu que seus pais haviam levado seus preciosos companheiros para o café da família. E – pior – um dos livros tinha sumido dali! Na busca para encontrar a obra, sua preferida, Albertina contando com a ajuda de Molina e da caminhonete Ulisses, conhece Zezo e Jonas. Juntos descobrem que o poder das histórias está justamente no que elas podem fazer pelas pessoas quando estão fora das estantes, circulando por aí. Para o leitor mais experiente, essa obra de Caio Tozzi é uma deliciosa metáfora sobre o poder transformador da literatura.

Vulgar, o viking e o show de talentos tenebroso

Com o intuito de amenizar o longo inverno que teriam pela frente, o rei Olaf de Lorota anuncia a seus súditos a decisão de promover um show de talentos. Vulgar sabe que é a sua hora de brilhar. Ele apresentará sua música de “sovaco” ou fará algum malabarismo com cocô de alce? Não! Ele atuará como um lendário viking, com lutas, dragões, gigantes e todas aquelas coisas. E ele vai vencer! Não vai?

São Paulo – A aldeia que virou metrópole

Quem anda pelas movimentadas ruas da cidade de São Paulo talvez não imagine, mas a capital do estado de mesmo nome já foi um campo com uma pequena aldeia e uma igreja montada em uma cabana onde hoje é o Pátio do Colégio. São Miguel Paulista é um dos bairros mais antigos da cidade. Por lá, viviam os povos tupiniquins, assim como no bairro que hoje conhecemos como Pinheiros. Moema e pipoca são nomes indígenas. Entreposto comercial no século XVIII – ligava o interior do Brasil ao porto de Santos –, a cidade cresceu com o café, depois com a industrialização e acabou se tornando um importante polo cultural. Como tudo isso acontece? É o que nos conta este livro da premiada Silvana Salerno, com ilustrações de Bruna Assis Brasil, uma obra que parte da ficção para nos revelar a História.

Sertão das arábias

Revisitando contos das Mil e uma noites, o autor e ilustrador Fábio Sombra cria uma obra original e inusitada, na qual personagens tipicamente brasileiros revivem, à sua maneira e com muito humor, algumas das histórias narradas por Sherazade. Divirta-se com as sete viagens do vaqueiro Sibá Romão, encante-se com o menino Raimundim e sua lamparina velha e conheça um gari chamado Vavá, que, sem querer, descobre um tesouro imenso guardado por um bando de cangaceiros.

Socorro em: uma vida nada fácil

Socorro, uma barata carismática, irá nos divertir contando as suas aventuras nos tempos em que morava no Hotel Chicz – antes de conhecer aquele simpático elefante, o Gildo. Ela e seus amigos inseparáveis Zoro, Luiz e Angélica, decidem montar uma banda de rock, mas, para alcançar o sucesso e o coração da rainha Belhabeth II, terão de participar do concurso de bandas do colégio e lidar com o azedo, o malvado, o esticado numa máquina de fazer macarrão, o Chatão Lechatê – ou melhor, Monsieur Pierre Lechatê, o gerente do hotel. Ainda bem que Socorro e os amigos, os três mosqueteiros, sabem muito bem como conquistar um público exigente.

Suspiros de luz

Poemas visuais, repletos de animais, iluminados por uma vasta gama de cores de aquarela. Um texto que mexe com os sentidos e revela, no poder da natureza, uma poesia sucinta, mas de grande impacto: o haicai. No novo livro de Roseana Murray, ilustrado por Walter Lara, o leitor certamente se encantará com 24 poemas deleitáveis, como este: “As gaivotas de prata/ Rabiscam o céu/ Voo e caligrafia.”

Todo mundo é misturado

Pablo, o novo menino da classe de Júlia, é boliviano. Curiosa, ela logo quer saber mais sobre ele, mas seus colegas de classe não tem uma opinião tão favorável sobre o aluno novo que veio de longe. Uma série de mal-entendidos e palavras trocadas em português e espanhol armam um cenário nada amigável para Pablo. Será que Júlia conseguirá ajudar o novo amigo e fazer todos entenderem que, no fundo, somos todos “misturados”?