Poemas da minha terra tupi

Jaguaré, jururu, pirão e pororoca… Toda criança brasileira, quando aprende a falar, aprende também um bocado de palavras de origem tupi. São palavras que falam da paisagem, dos bichos, das plantas e do jeito de ser da gente daqui. E não é que muitas delas vieram passear nos versos singelos deste livro de poemas, esperando que o leitor as reconheça? Com texto e ilustrações de Maté, “Poemas da minha terra tupi” celebra, com curiosidades, histórias, cor e alegria, o significado de muitas palavras e expressões que usamos no dia a dia, 38 das quais são apresentadas em um glossário, no final do livro.

O enigma da lagoa

Os bichos dependiam da lagoa. Sem ela não havia como se refrescar e saciar a sede – o pavão até mesmo a usava como espelho. Quando suas águas começaram a desaparecer, gota a gota, foi um rebuliço. Quem seria o responsável?

O amuleto da chuva

O clima no Saara Verde está mudando: as chuvas estão cada vez mais escassas e os rios e lagos que provêm o sustento do Povo do Peixe estão secando. Longe dali, o nômade Povo do Boi também está sofrendo: a seca cada vez mais severa está destruindo as pastagens de seus animais. Tendo sido culpada pela falta de chuva por um novo líder impiedoso, Madih,curandeira e vidente do Povo do Peixe, precisa fugir com Arinê, sua filha adotiva e aprendiz. Em busca de uma solução que traga novamente as nuvens e a chuva para a região, as duas partem em jornadas distintas que as fazem confrontar os ancestrais e as tradições e buscar novos aliados para sobreviver.

Kabá Darebu

“Nossos pais nos ensinam a fazer silêncio para ouvir os sons da natureza; nos ensinam a olhar, conversar e ouvir o que o rio tem para nos contar; nos ensinam a olhar os voos dos pássaros para ouvir notícias do céu; nos ensinam a contemplar a noite, a lua, as estrelas…”​Kabá Darebu é um menino-índio que nos conta, com sabedoria e poesia, o jeito de ser de sua gente, os Munduruku.

Catando piolhos, contando histórias

“Ali, contávamos para todos os adultos presentes tudo o que havíamos feito durante o dia. Embora não parecesse, todos nos ouviam com atenção e respeito. Aquele era um exercício de participação na vida de nossa comunidade familiar.” Memórias de infância de um menino indígena que nos fala das tradições de seu povo Munduruku transmitidas pela narrativa oral nos momentos felizes quando, sentado na aldeia, no colo dos mais velhos ou ao pé da fogueira, ouvia histórias enquanto eles catavam piolhos em seus cabelos e lhe faziam carinhos na cabeça.

Aminata, a tagarela

Em Aminata, a tagarela, a pequena Aminata, filha caçula do tecelão Amadu, quer saber por que não pode aprender a tecer. A resposta está nas lendas e nos provérbios do seu povo. Graças à avó Nakuntê, ela encontra um novo talento e compreende que, no mundo Bamana, os homens tecem palavras e as mulheres pintam segredos. Um enredo cheio de belas surpresas (como a história de Djoliba, o grande rio Níger) e com um final emocionante.

…E a lua sumiu

A Lua sumiu, e os bichos reuniram-se para desvendar o mistério. Enquanto os vagalumes forneciam luzes de emergência, palpites pipocavam para todos os lados. A preocupação era única: que um dia, eles teriam a lua de volta para iluminar a noite escura?